Descobri este livro por acaso, quando fui a uma papelaria.
Não fiquei mais rica, mas ganhei um objecto de leitura muito divertido! Isto porque fala dos "mimos" e regras de vida das senhoras nossas mães e que agora, não obstante o que possamos ter pensado na altura que estas nos eram debitadas, a verdade é que algumas destas "pérolas" habitam nas nossas casas.
Destaco alguns, que me eram repetidas, e repetidas, e repetidas:
-"Com tanta criança a passar fome em África..." para justificar a necessidade de comer tudo o que estava no prato;
-"Eu avisei-te." a par com o "Não me ouves..." que servia para tudo e mais alguma coisa;
-"Que mal fiz eu a Deus!" que é mais um desabafo perante tanta coisa;
"Hão-de dizer que a tua mãe é uma porca!" para incutir sentimento de culpa ao nosso desleixo em ir para a rua de qualquer maneira.
A verdade é que revejo a minha mãe nesse livro, revejo-me a mim neste livro e acredito estar a criar matéria para a minha Mais Velha escrever uma nova edição deste livro daqui a 20 anos.
E o que já nos rimos as 2 à custa deste livro, chegando-se à conclusão que ainda falta canonizar a Nossa Senhora da Agrela, porque não há nenhuma Santa como ela...